DIREITO DE RESPOSTA AO COMUNICADO N.º 54/2026, DE 14/07/2026, DO STAD - Parte 2
OS RESPONSÁVEIS PELO STAD MENTEM, VOLTAM A MENTIR E CONTINUAM A MENTIR AOS TRABALHADORES
Conforme compromisso assumido, segue o esclarecimento quanto à questão da contratação coletiva.
O STTEPS é, desde o início da sua existência, um sindicato que tem procurado unir os sindicatos e promover caminhos comuns. Temos tentado contrariar uma postura de arrogância dos elementos que dirigem o STAD, que domina a POS e que, aparentemente, entende que os sindicatos sobre os quais não tem ascendente devem ser excluídos dos processos.
Desde o início, o STTEPS percebeu também alguma conivência de empresas de associações patronais na tentativa de dificultar o nosso progresso neste âmbito. Contudo, conhecendo bem a lei, o STTEPS foi fazendo o seu caminho, com seriedade, persistência e respeito pelos trabalhadores.
Se esta postura de exclusão não tivesse existido aquando do aparecimento da ASSP e do SUSP, talvez hoje não existissem muitos dos problemas que existem no setor da segurança privada. Se existem atualmente dois CCT no setor da segurança privada, essa realidade é também, ainda que indiretamente, responsabilidade dos elementos que dirigem o STAD.
Quanto às acusações de que o STTEPS é divisionista, tal afirmação é falsa.
É tão falsa que, em todos os processos negociais desde a existência do STTEPS, temos procurado construir caminhos comuns e apresentar propostas conjuntas. Essas tentativas foram públicas e foram sempre recusadas pelos responsáveis que dirigem o STAD.
A realidade é outra: quem tem dividido são os elementos que dirigem o STAD. E não faltam provas disso.
Basta recordar a última reunião no Ministério do Trabalho com a APFS, onde o responsável do STAD forçou, de forma clara, a existência de um contrato exclusivo do STTEPS. Neste momento existem dois contratos que, segundo o próprio porta-voz do STAD, poderiam perfeitamente ser diferentes. Esta posição abre uma possibilidade perigosa: transportar para o setor da limpeza industrial os problemas que já hoje existem no setor da segurança privada.
Recordamos que, nessa mesma reunião, foi afirmado que “não é por se estar em mesas separadas ou juntas que se garante um texto idêntico”. Ora, os textos são hoje efetivamente iguais, mas poderão deixar de o ser, se esta postura divisionista continuar. E, na realidade, quem beneficia com esta divisão não são os trabalhadores. São os patrões.
Uma nota interessante: a ata dessa reunião nunca foi assinada pelos representantes do STAD. Talvez porque essa ata demonstra bem a real postura de cada interveniente. O representante do STAD preocupou-se e declarar-se respeitoso com a APFS e com a DGERT. O STTEPS demonstrou-se também respeito pela APFS, pela DGERT, mas, acima de tudo, pelos milhares de trabalhadores do setor.
Portanto, se na contratação coletiva existe divisão, essa divisão é da única e exclusiva responsabilidade dos elementos que dirigem o STAD.
Aproveitamos ainda para clarificar, uma vez mais, que o STTEPS defende a existência de um CCT único para o setor da Segurança Privada.
Não acompanharemos discursos assentes em tretas sobre um pseudo contrato com a AESIRF, datado de 2017, que, na prática, não é aplicado a qualquer trabalhador em Portugal.
Coisa diferente é a necessidade de diferenciar reivindicações. Essa diferenciação só pode ser feita separando realidades distintas, porque a realidade das empresas de transporte de valores não é a mesma realidade dos serviços onde continuam a existir trabalho não declarado, cargas horárias excessivas não remuneradas e outros incumprimentos da contratação coletiva.
Por esse motivo, é importante separar as realidades para construir caminhos reivindicativos diferentes, específicos e adequados às necessidades de cada área de atividade, sem colocar em causa o objetivo central: uma regulamentação única, forte e eficaz para todo o setor da Segurança Privada e tal como exigido pelos Trabalhadores, um documento específico para as empresas da Transporte de Valores.
No mesmo contexto, importa responder à acusação de que o STTEPS seria “lacaio dos patrões”.
Efetivamente, se existem lacaios, não estão no STTEPS . Para perceber isso, basta analisar os últimos acordos assinados pelos dirigentes do STAD na segurança privada e na limpeza industrial, acordos que consideramos profundamente negativos e que foram celebrados em tempo recorde, condicionando qualquer possibilidade de luta por parte de outros sindicatos.
Talvez fosse útil os trabalhadores analisarem bem quem tem andado realmente a servir os interesses patronais.
Quanto à acusação de que o STTEPS seria “traidor”, teria “falas mansas” e faria “promessas mirabolantes” para iludir os trabalhadores, importa esclarecer o seguinte.
Na última negociação da limpeza industrial, depois de a direção do STAD ter assinado aquilo que designou publicamente como “um bom acordo”, num vídeo de marketing realizado nas escadas do edifico da APFS, o STTEPS conseguiu corrigir erros, acrescentar textos e melhorar cláusulas. O mais curioso é que o próprio STAD, depois de ter anunciado o seu “bom acordo”, também quis beneficiar das alterações conseguidas pelo STTEPS.
Na última negociação da segurança privada, após o acordo assinado sem que se soubesse qual seria a evolução do Salário Mínimo Nacional, foram ainda conseguidas pelo STTEPS, SUSP e ASSP algumas melhorias pontuais, nomeadamente quanto aos valores/hora para formadores e SPR. Os dirigentes do STAD, como já vem sendo hábito, foi atrás pedir também esses acrescentos e, pior, tentou depois apresentar aos trabalhadores essas matérias como se fossem conquistas suas.
Quanto às chamadas “promessas mirabolantes”, basta olhar para o que acabou de ser conseguido na ULS do Tâmega e Sousa.
Onde os dirigentes do STAD não quiseram fazer caminho, o STTEPS fez. E conseguiu.
Conseguimos recuperar o pagamento dos feriados a 200%, com retroativos a 1 de janeiro de 2026. Conseguimos também as tolerâncias de ponto, acordadas com o Conselho de Administração da ULS do Tâmega e Sousa. E mais conseguiremos, desde que as trabalhadoras se mantenham unidas, conscientes e firmes, com base na verdade que lhes tem sido transmitida.

Terminamos com a acusação de “traidor”.
Seria importante perceber a que traição se refere o comunicado elaborado pelos dirigentes do STAD. O STTEPS não trai o STAD, porque nada deve ao STAD. E não trai os trabalhadores, porque lhes diz a verdade, está ao seu lado e apoia-os em tudo o que está ao seu alcance.
Talvez fosse positivo que os responsáveis do STAD fizessem uma autoavaliação séria sobre quem tem traído a classe trabalhadora.
O STTEPS tem sido um exemplo positivo para vários sindicatos, incluindo para o próprio STAD, que começou a realizar vídeos, embora consideremos que os autores ainda tenham pouco jeito para a coisa. Ainda assim, é positivo perceber que tentam acompanhar e evoluir, indo atrás daquilo que o STTEPS tem feito e inovado.
O STTEPS continuará o seu caminho. Ideias não nos faltam. Mas, acima de tudo, continuaremos sempre com verdade, com honestidade e em prol daqueles que mais respeito nos merecem: os trabalhadores.
Por fim, deixamos nota de que iremos avaliar juridicamente a possibilidade de agir judicialmente contra os responsáveis do STAD. Se não representar um desgaste excessivo, talvez o façamos. Se representar demasiado esforço e consumo de recursos, continuaremos a preferir canalizar esses meios para aquilo que realmente importa: o apoio aos trabalhadores.
Porque, para o STTEPS, o centro da ação sindical não são guerras de comunicados. São os trabalhadores, a sua dignidade, os seus direitos e a sua luta e por isso continuaremos a lutar por Justiça Respeito e Dignidade.
Saudações Sindicais
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