Mãe trabalhadora
É dupla jornada,
É amor sem pausa,
É força calada,
É vida que avança.
Entre turnos e tarefas,
Entre berços e papéis,
Ergue sonhos com coragem,
Mesmo sem folgas fiéis.
Neste Dia da Mãe,
Celebramos com emoção
Quem move o mundo inteiro
Com o coração na mão.
No dia 28 de abril tivemos um Apagão que deixou todos os Trabalhadores em Portugal numa situação anómala.
Houve casos de Trabalhadores que abandonaram o Trabalho para acudir às suas famílias.
Houve casos que os Trabalhadores foram mandados para casa pelo Patrão.
Houve casos em que os trabalhadores estiveram no local de Trabalho a aguardar o regresso da energia sem poderem produzir o seu trabalho.
O Artigo 249 do Código do Trabalho, define na sua alínea d) que são faltas justificadas “A motivada por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal”; e na sua alínea k) “A autorizada ou aprovada pelo empregador”;
Portanto se a empresa te mandou para casa ou se estiveste no teu local de trabalho e não trabalhas-te porque não tinhas condições para o fazer, a empresa não pode penalizar-te no teu salário por isso.
Portanto a empresa não pode descontar no teu salário nem pode exigir que compenses as horas visto que a responsabilidade de não poderes trabalhar ou de teres sido dispensado do trabalho não foi tua.
O Apagão não apagou os teus direitos.
Justiça Respeito e Dignidade!!
A Direção Nacional
Homenageamos todos os que, com o seu esforço diário, constroem o país: quem limpa, quem vigia, quem atende, quem repara, quem cuida.
O trabalho merece respeito, direitos e dignidade.
Celebrar o 1.º de Maio é lembrar que nada nos foi dado - foi conquistado.
E que juntos, organizados, podemos conquistar ainda mais.
Viva o Dia do Trabalhador! Viva quem trabalha!
Justiça Respeito e Dignidade
O que te trouxe o 25 de abril???
É simples, trouxe o fim do estado novo, do fascismo, da ditadura, e sabes o que os nossos pais e avós tiverem no estado novo? Nós vamos dar-te uma pequena ideia.
As Mulheres não podiam:
- Viajar para fora do país a não ser que tivessem autorização escrita dos maridos;
- As professoras tinham de ter uma autorização especial para saírem do país;
- As professoras primárias, para poderem casar tinham de obter autorização do Ministério da Educação Nacional;
- As hospedeiras de ar da TAP, enfermeiras de Hospitais Civis, Trabalhadoras do Ministério dos Negócios Estrangeiros, não podiam casar;
- As mulheres não podiam trabalhar ligadas ao comércio, assinar contratos ou tomar decisões sobre os bens que lhe pertenciam, só com o consentimento dos maridos;
- As mulheres não tinham direito de decidir sobre a educação dos seus filhos, só com a permissão dos maridos;
- As mulheres não tinham direito a votar a não ser que tivessem ensino secundário, e os homens votavam, mas ninguém o fazia em liberdade;
- Os maridos das mulheres, querendo, podiam abrir a correspondência das mulheres.
Onde estava a liberdade???
- Havia censura nos livros, na música, no teatro, nas notícias e televisão, jornais, revistas, filmes e em tudo que o “lápis azul” entendesse porem em causa a ordem publica;
- Não era permitido agrupamentos de pessoas muito menos existir associações ou reuniões livres;
- Querias reivindicar aumentos, ou melhores condições de trabalho? Eras preso ou levavas porrada;
- Querias-te manifestar pela habitação para todos, ou pela redução dos lucros da Banca? Levavas porrada ou eras preso;
- Querias-te manifestar pelas liberdades religiosas ou sexuais ou de género? Eras preso, ou levavas porrada;
- Querias reivindicar políticas e medidas de proteção ecológica ou sobre o aumento do preço dos combustíveis? Levavas porrada ou eras preso;
- Querias-te manifestar contra o aumento do IUC, ou outro imposto qualquer? Eras preso ou levavas porrada;
- Querias reclamar do Governo? Eras preso e levavas porrada;
- Querias reclamar do presidente da república? Levavas porrada e eras preso;
- Não era possível comemorar o Dia do Trabalhador.
Portanto celebra o 25 de abril, pois foi o 25 de abril, que te deu a liberdade de ler e a nós a liberdade de escrever.
Foi o 25 de abril que nos deu a democracia, a capacidade de nos desenvolvermos em liberdade, a liberdade que tanto gostamos de exercer no nosso dia a dia e que tanto devemos de valorizar.
Viva o 25 de Abril e os seus ideais
Sindicaliza-te 👇
Sede: R. de Oslo 91 - C. C. Londres 1 - AC 152, 4460-388 Sra. da Hora, Matosinhos *
Delegação: Rua Aquiles Machado n.º20 - Atelier, 2745-074 Olaias, Lisboa *
Email: geral@stteps.pt
Telemóvel: 936 716 696
*Atendimento presencial por marcação